José Carlos Ribeiro é Engenheiro Agrônomo e Mestre em Economia Rural. Foi responsável pelo Programa de Valorização da Cachaça em Minas Gerais e a partir do ano 1982, deu início aos trabalhos para criação da AMPAQ. Merece destaque na sua iniciativa em 1990 na implantação do Programa de Garantia de Qualidade da Cachaça Mineira-Selo de Garantia AMPAQ e em 1995 na implantação dos Cursos de Produção de Cachaça de Qualidade. Deu início em Minas Gerais a uma nova era na implantação de novas fabricas de cachaça, onde o empirismo foi substituído pela elaboração de projetos técnicos com elevado nível de embasamento tecnológico.
A estrutura de uma fábrica de cachaça, envolvendo suas instalações e equipamentos, comporta a produção suplementar de outros tipos de destilados como o gim, atualmente a bebida mais apreciada pelo público jovem.
Especialistas indicam que seu consumo será multiplicado por 28,75 vezes, no período de junho de 2018 a junho de 2022, passando de 1,8 milhões de litros para 53,55 milhões de litros.
Esse é um verdadeiro “boom” de consumo, que não nos surpreende por ser a bebida da moda, o drinque “Gim-tônica”, ou seja, gim com água-tônica.
A produção de cachaça concentra-se num período do ano que coincide com a temporada de safra da cana-de-açúcar, que na região Sudeste do Brasil vai de junho a novembro de cada ano. Nesses seis meses, são 132 dias de trabalho efetivos.
Tanto as instalações, como a mão-de-obra operacional da parte industrial fica ociosa por igual período de seis meses.
Além das disponibilidades apresentadas, oferece para a destilação do gim uma sobra de energia de no mínimo 20% do total consumido na destilação da cachaça.
As dornas de fermentação são adaptáveis ao preparo do conteúdo alcoólico a ser concentrado na produção do gim.
Também a parte laboratorial e técnica acham-se disponíveis, tendo em vista a “responsabilidade técnica” já prestada por profissionais da área de bebidas.